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Mar Negro 2011 – Natasha, o anjo em Odessa

quarta-feira, 22 junho, 2011 @ 12:07 am

DuqueRichelieu

A nossa excursão à Crimeia seria em grande estilo. Recebemos autorização de meu comandante Aleixo para abandonar o barco por uns dias, depois de muita pesquisa na internet Mara fez um roteiro legal, com a ida num cruzeiro de navio com direito a três noites e visitas a quatro cidades, mas…. Seria bacana se, pela segunda vez, não tivesse acontecido over book. Raios, de novo! Você deve se lembrar que quase voltamos de Barcelona de transatlântico.

Com a bola murcha, investimos numa agencia de viagens que é cotada como “verde”, daquelas de turismo consciente, no guia da Ucrânia do Loleny Planet que tem a bordo. Aliás, o Fraternidade é o barco que velejei que tem a melhor biblioteca: são quatro prateleiras grandes com volumes para todos os gostos, de Kama Sutra, à filosofia e os clássicos, à guias do mundo todo e até livros de técnicas de xadrez.

NatashaOs americanos têm uma palavra que descreve bem o que aconteceu na agencia de turismo: serendipiti, aquelas coincidências felizes que vez ou outra acontecem em nossas vidas.

Fomos muito bem recebidos na Salix NatureTours, mas eles não tinham o pacote que queríamos. Eis que escutei uma voz angelical pedindo que entrássemos na sala ao lado. Natasha, que em russo é o diminutivo de Natália, nos recebeu com uma gentileza fora do comum. Com sua fala mansa e um inglês perfeito, não à toa já que o marido Paul é conterrâneo de Elizabeth II, não só fez um roteiro para nossa viagem de trem, como pediu para Gen, seu funcionário, nos fornecer contatos, dicas de passeios, endereços de hotéis e os números dos ônibus que teríamos que pegar. Saímos de lá depois de uma hora, com tudo mastigadinho, eles não nos cobraram uma hvrina sequer e Natasha ainda nos forneceu o numero do seu celular para ligarmos, se algo desse errado, antes de entrarmos em pânico.

CatherineTheGreat

Não posso dizer que foi amor a primeira vista, afinal ela é casada e eu também, e sim empatia mutua ao primeiro papo. Depois o casal veio a bordo do Fraternidade e passamos um fim de tarde prazeroso. Mas melhor ainda foi passear com eles pelo centro histórico – que tem um ar francês, com praças amplas e arborizadas e ruas largas – com Natasha nos contando causos da cidade que não estão nos guias, sempre recheados de muitos detalhes e tiradas bem humoradas. Aliás, uma característica famosa dos moradores daqui. Fechamos a noite com uns drinques no Hotel Londonskaya, um dos mais chiques de Odessa (e eu de sandálias Havaianas, vixe que vexame!).

OperaHouse

Nada como ter um anjo da guarda em uma cidade estranha, principalmente quando o anjo é especialista em turismo e sente muito prazer no que faz. Natasha ainda nos convidou para assistir ao Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, que estava em cartaz na famosa casa de óperas e balé de Odessa, que não rolou pois não havia mais ingressos, e a uma viagem de prospecção à uma vila onde eles pretendem incrementar o turismo. Mas isso é assunto para outros posts.

One Comment leave one →
  1. miriam permalink
    quarta-feira, 22 junho, 2011 @ 10:09 pm 10:09 pm

    não se envergonhe não seu Helinho, havaianas são um must no mundo todo.
    bjs
    miroca

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