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Atol das Rocas I – sem palavras

sábado, 17 julho, 2010 @ 11:09 am

Chegando no Atol das Rocas

O Atol das Rocas não existe. Este pontinho no vasto Atlântico, a 140 milhas da cidade do Natal e a 80 do Arquipélago de Fernando de Noronha, nem pode ser considerado uma ilha comum, é resultado de sedimentos nos recifes sobre o topo de uma gigantesca montanha submarina que um dia foi um vulcão.

Suas areias, branquinhas e ofuscantes sob o Sol subequatorial, são classificadas como falsas. É puro calcário moído, pedacinhos de conchas, ossos de aves e restos de peixes. Essas areias, falsas ou não, acumularam-se em duas faixas, em forma de um anel aberto com uma laguna rasa no meio, formando a Ilha do Farol e a Ilha do Cemitério. A ausência de uma laguna profunda, inclusive, já foi argumento para que Rocas não fosse considerado um atol verdadeiro.

Ilha do Cemitério no lagoon interno

Pra mim o Atol das Rocas sempre foi inacessível, algo como o que restou da lendária Atlântida. Desde 1 975, quando foi transformado em reserva biológica marinha, a primeira do Brasil, o acesso é restrito a atividades de pesquisa e fiscalização.

Se você traçar uma linha ligando a cidade do Natal a Praia, na ilha de Santiago, a capital de Cabo Verde, vai ver que quase toca as bordas do único atol do Atlântico Sul. Como íamos passar na porta, Mara enviou um esperançoso e-mail para a bióloga Zélia Brito, que nos últimos 19 anos é a ferrenha defensora e chefe do pedaço. A resposta: o Atol das Rocas é uma reserva, onde não é uma categoria de manejo aberta a visitação pública…, mas estávamos autorizados a conhecer a estação de pesquisa. Sim, poderíamos desembarcar!

Infelizmente Zélia não estaria no atol. No e-mail de resposta, ela diz ser “uma pena, pois gosto muito de conversar com velejadores e trocar experiências sobre esses mares de nosso Deus”.

O Ferrara no Atol das Rocas

Eu estava enganado. O Atol das Rocas existe! Agora, o que não existe para mim são as palavras certas para descrevê-lo. Tentarei achar algumas amanhã.

13 Comentários leave one →
  1. Ciça permalink
    sábado, 17 julho, 2010 @ 12:41 pm 12:41 pm

    Oi Hélio,

    Sem palavras? Fotografe!!!! O lugar tem cores incríveis!
    Bons ventos a vc’s
    Bjs

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    • domingo, 13 janeiro, 2013 @ 1:48 am 1:48 am

      Ciça,
      Ótima dica: pra que escrever se, como dizem, uma foto vale 1000 palavaras.
      Bjs e bons ventos sempre,

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  2. Neusa permalink
    sábado, 17 julho, 2010 @ 8:25 pm 8:25 pm

    Oi Hélio
    Estou emocionada com o seu depoimento e suas fotografias. Sinto-me quase nada diante de tão exuberante natureza. Curta bem a felicidade de estar nesse lugar. E, se puder, deixe por aí um pedacinho da barba…🙂

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    • domingo, 13 janeiro, 2013 @ 1:51 am 1:51 am

      Neusa,
      Grato minha cara. No atol não se pode deixar nada, só pegadas. Acho que fios de minha baraba iria poluir a areia branquinha, mas quem sabe numa próxima visita (que espero acontecer).
      Bjs e bons ventos sempre,

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  3. Enio permalink
    sábado, 17 julho, 2010 @ 10:53 pm 10:53 pm

    Obrigado pelas fotos é um presente.

    Enio

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    • domingo, 13 janeiro, 2013 @ 1:54 am 1:54 am

      Enio,
      Grato meu caro. Também me senti presenteado pela Zélia quando da autorização para desembarcar.
      Forte abraço e bons ventos sempre,

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  4. so um sesconhecido permalink
    domingo, 18 julho, 2010 @ 8:59 pm 8:59 pm

    aguardamos as Gotas d’água salgada quase diárias…
    principalmente as fotos e os bons causos…

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    • domingo, 13 janeiro, 2013 @ 1:56 am 1:56 am

      so um desconhecido,
      Seu desejo é uma ordem. Você viu que escrevi mais dois posts sobre o atol, né?
      Abraços e bons ventos sempre,

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  5. Mauricio A. Martins permalink
    segunda-feira, 19 julho, 2010 @ 2:38 pm 2:38 pm

    SARAVÁ, isso sim é utilidade pública. Bom passeio, sucesso, sorte, execelente vento. Um abraço, Mauricio.

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    • domingo, 13 janeiro, 2013 @ 1:59 am 1:59 am

      Mauricio,
      Odoyá, isso sim é um elogio: utilidade pública! Ahahah. Gracias meu caro.
      Bons ventos sempre,

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  6. Ana Maria de Moraes Carvalho permalink
    quarta-feira, 9 janeiro, 2013 @ 2:10 pm 2:10 pm

    Oi amigo, amei de paixão as fotos, o texto. Estou querendo fazer um passeio por lá, preciso do e-mail da Dra. Zelinha, se puder me diga como faço para entrar em contato com ela. Meu tempo está acabando e eu preciso desse contato. Se puder me responda que te contarei tudo. Se puder me ajudar vou ficar eternamente grata. Preciso levar uma pessoa neste lugar, uma pessoa que tem pouco tempo…. Um abraço.

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  7. Ana Maria de Moraes Carvalho permalink
    quarta-feira, 9 janeiro, 2013 @ 2:40 pm 2:40 pm

    Desculpe se insisto, mas é que cada dia que passa é menos um dia. Eu realmente queria um contato com vocês para poder realizar esse sonho de fazer feliz uma pessoa muito especial que foi mergulhador. Mande um e-mail e te conto tudo o que aconteceu. Um forte abraço.

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    • domingo, 13 janeiro, 2013 @ 1:46 am 1:46 am

      Ana,

      Grato pelos comentários. Note que o Atol não é aberto a visitação, mas já te mandei um e-mail.

      Um forte abraço e bons ventos, sempre

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