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Uma Máquina de Viagens

segunda-feira, 18 agosto, 2008 @ 12:43 pm

Convez do recém lançado Fraternidade - Foto © Hélio Viana

Logo que chegamos ao Terminal Náutico da Bahía, o antigo CENAB em frente ao Elevador Lacerda, Mara ligou para Aleixo Belov e qual não foi nossa surpresa ao saber que o barco que ele estava construindo desde que retornou da 3ª volta ao mundo, há quase seis anos, estava na água e pronto para os primeiros testes.

O Fraternidade pronto para velejar- Foto © Hélio VianaNo domingo de pouco vento e alguma chuva na Baía de Todos os Santos foi a segunda saída do Fraternidade e nós estávamos a bordo.

O barco de quase 70 pés, um projeto do escritório do Cabinho seguindo as especificações de Aleixo, é divido ao meio pela casa de máquinas e pela caixa da quilha retrátil (que tem um eficiente sistema de cremalheiras que evita uma queda acidental). Na ala de bombordo, com seis largos beliches de solteiro que podem ser isolados do resto to barco fechando apenas uma porta, vai a família Belov. Por boreste, também com três pares de beliches, acomoda os convidados e tripulantes em cabines sem porta – apenas uma cortina dá a privacidade para quem estiver fora dos turnos.

Alegria na mesa da sala - Foto © Hélio Viana O pilot house mais parece a sala de comando de um navio, com vários instrumentos em duplicata. Na proa tem um paiol com a área do nosso pequenino MaraCatu e toda a popa é tomada pela cozinha e por duas mesas enormes com tampos em jacarandá maciço (um achado que compete com parte das várias obras de arte coletadas nas três voltas ao mundo e espalhadas a bordo com muito bom gosto).

Oleg mostra o rumo a Lara - Foto © Hélio Viana Teve fila para timonear essa massa de aço carbono (o convés é todo em aço inox), que carregado deve bater nas 100 toneladas. Impulsionado pelos dois motores Yanmar de 4 cilindros ronronando a 2200 giros, o leme me pareceu muito pesado. Já à vela, num ventinho de travéz de uns 12 nós, o barco não necessita de timoneiro. Oleg Bely, que faz charter na Antártica no Kotik, estava a bordo com a esposa Sofi e elogiou o Alexei se esforça na catraca do enrrolador - Foto © Hélio Vianadesempenho do Fraternidade mesmo com pouco vento e sem a mezena (a vela do  mastro de ré). Durante a construção Aleixo teve longos papos com Oleg e muitas das soluções a bordo foram inspiradas no Kotik.

A família Belov tem planos de já no próximo ano retornar a Polinésia. Lara, a filha mais velha do casamento com Lígia e que acabou de se formar em cinema, vai ficar responsável por registrar tudo e produzir um filme.

Ligia timoneia protegida pelos anjos da guarda - Foto © Hélio Viana Mas aí eu pergunto: Aleixo, o que fazer com o Três Marias, o barco que te levou em segurança nas três voltas pelo mundo?

– “Vou tirá-lo da água, empacotá-lo e guardá-lo no nosso estaleiro em Mapele [perto do Aratu Iate Clube]. Bereco, meu parceiro na Belov Engenharia, vai cuidar dele. Na volta posso emprestá-lo, se algum filho se interessar em fazer a sua viagem”.

Ao fim do passeio, depois de umas moquecas deliciosas na Ilha da Maré, só posso citar o Bereco, que construiu o Meu Velho e é grande parceiro nas Heinekens: o Fraternidade é realmente uma “máquina de viagens”.

6 Comentários leave one →
  1. Jefferson Pereira permalink
    sexta-feira, 4 dezembro, 2009 @ 9:16 am 9:16 am

    Sou oceanografo, surfista, velejador, mergulhador, remador de canoas polinesias…mas tudo isso pode ser resumido em: respeito a Vida e suas infinitas possibilidades.
    A 16 de janeiro de 2010, partimos para nosssa circunavegação a bordo do Fraternidade.
    Capitão Aleixo Belov possui um grande espirito, de fato radiante em Luz e Energia e essa viagem promete tornar-se épica. Uma nau brasileira, com tripulação brasileira (contando com o ucraniano mais bahiano que conheço), a singrar os oceanos deste planeta.
    Paz, sempre!
    ALOHA!
    Jeff

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    • domingo, 10 janeiro, 2010 @ 10:47 pm 10:47 pm

      Jeff,

      Tenho certeza que a expedição será um sucesso.

      Estarei aqui acompanhando pela web e espero que você nos mande relatos exclusivos.
      Sei que vai faltar tempo, serão muitas descobertas, muito trabalho a bordo, muitos lugares a explorar, mas se sobrar um tempinho lembre-se dos que gostariam de estar aí e nos mande uma fotinha e um textículo que prometo publicar.

      Bons ventos sempre,

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