Aviso aos Navegantes
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Lá vai a Izabel…
Agora, o objetivo da brasileira é dar a volta ao mundo. De novo, sozinha a bordo. Ou quase isso…

Enquanto os Canelas retornam ao Brasil (leia post anterior), a velejadora Izabel Pimentel, primeira brasileira a atravessar o Atlântico em solitário e com um minúsculo barquinho de apenas 21 pés, já iniciou a sua tão sonhada volta ao mundo. Mas, desta vez, com um barco maior, o Don, de 34 pés e casco de alumínio, do renomado projetista francês Philippe Harlé. É um sonho antigo, como Bel bem revelou em seu blog:
Lá pelos meus 20 anos, um dia, em plena praia de Copacabana, fiz uma promessa. Mas fiz a uma pessoa: Joshua Slocum. (O primeiro homem a velejar em solitário ao redor do mundo).
- Eu, Izabel Pimentel, darei a volta ao mundo!
Hoje mais de 26 anos depois, solto as amarras do meu veleiro Don e com a companhia da minha Ellen, partimos para a tão sonhada volta ao mundo.

Aliás, a viagem começou na própria França, na cidade de Sète, e a primeira perna da longa jornada foi até Paraty, que Izabel adora, e de onde ela partiu antes do réveillon para a etapa sem escalas, nem assistência (na foto de Marcos Lobo, que abre este post). Bel pegou o rumo do Sul da África e entre outros mares, a empreitada a levará a contornar os três cabos mais famosos do mundo – Boa Esperança, Leeuwin e o Horn – para, 5 meses depois, retornar ao Brasil. Algo assim como escalar o Evereste, sem cilindros de oxigênio e sem a ajuda dos sherpas.
Uns dias atrás Bel já estava no meio do Índico. Como de hábito, ela está sozinha a bordo. Ou quase isso… Junto, desta vez, está Ellen, uma simpática gatinha que a acompanhará na aventura, tal qual outro bichano, o Petit, que já fez parte da “tripulação” de Izabel no passado (na foto ao lado, no Cabanga Iate Clube de Pernambuco).
Que as gatas só encontrem bons ventos pela frente!
Com informações e foto de Marcos Lobo via Facebook.
Os Canelas de volta a Canela
A noticia é velha, de antes do Natal, mas vale o registro: depois de cinco anos no mar, a família itinerante do veleiro gaúcho Canela está de volta ao Brasil. No começo, o que parecia ser apenas uma ideia maluca, mas o projeto dos irmãos canelenses Augusto e Gustavo Schlieper de dar a volta ao mundo de veleiro acabou virando um completo sucesso.

Foram 29 dias na última perna da viagem, desde a cidade do Cabo, na África do Sul, até o Iate Clube do Rio de Janeiro, para fechar um círculo de muita curtição, alguns percalços, três oceanos, muitos amigos a bordo e na esteira do Canela. E um montão de histórias para contar, que eles começaram a narrar logo na festança de regresso no Boteco do Bill, na sua terra natal, Canela, na serra gaúcha, cidade que eles gostam tanto que até a usaram para batizar o próprio barco.
Agora o link para o blog do Destino Canela sai do Gira Mundo e vai para o Hall da Fama do Radar.
O resgate do Mar Sem Fim

A última boia acaba de ser enchida (sic).
Caramba, o Marzão tá subindo!!!!!!!!
Ele vem vindo….a chaminé está saindo da água!!
Puta que o pariu! Conseguimos!!!!!!!
Caramba, é o dia mais feliz dos últimos nove meses. Desde abril do ano passado espero por este momento.
Este é o relato emocionado do comandante João Lara Mesquita, direto da barcaça russa que ajudou na operação de fazer o trawler Mar Sem Fim voltar a boiar.
De volta ao navio Felinto Perry, João postou que “O importante é que não houve dano ambiental severo. Não houve praticamente vazamento de óleo”. Parabéns João, pelo resgate do Marzão! Agora é esperar os preparativos para atravessar o Drake, rebocado, de volta a Punta Arenas.
Aqui tem o relato completo do João e acolá a notinha que dei quando o Mar Sem Fim foi ao fundo.
Atualizado em 03/02: tem fotos fresquinhas do resgate no blog do Júnior, o Sobre as Águas.
Antártica – A Última Fronteira – fotos de Marina Klink

Depois do marido Amyr, que tem oito livros na praça, agora é a vez de Marina Klink publicar seu livro de fotografias Antártica – A Última Fronteira. Não é a primeira vez que ela mostra suas imagens, o livro Férias na Antártica de autoria das suas filhas, Marininha, Laura e Tamara, é totalmente ilustrado com suas fotografias.
A fotógrafa Marina (na foto ao lado entre Mara e Zilda, durante passeio de bote no canal do Bracuhy), é associada da agência Getty Images, fez sua primeira viagem à Antártica em 1995 e desde então registra temas ligados à natureza, especialmente paisagens polares.
Nas imagens de Antártica – A Última Fronteira, belíssimas, coletadas nas viagens do casal a bordo do veleiro Paratii2 durante os últimos 15 anos, Marina retrata a fragilidade das paisagens da Antártica em equilíbrio com a vida animal nativa.
No site de Marina você encontra outras belas imagens do continente gelado: http://www.marinaklink.com/
E olha só que charme: o lançamento do livro, pela Editora Brasileira de Arte e Cultura, será no dia 25 de janeiro próximo, em Port Lockroy, um porto natural na posição 64º49,650´S 063º29,450´W, o que pode ser considerado o primeiro lançamento literário na Península Antártica.
Está pensando em ir? Então arrume suas roupas de frio e entre em contato com a Qualitours no fone (11) 2175-7703 ou pelo e-mail winye@qualitours.com.br, que tem pacotes promocionais entre 19 de janeiro e 1º de fevereiro.
Informações adicionais no akpe@amyrklink.com.br
A travessia do amor não correspondido

Com um simples barquinho, turco come o pão que o otomano amassou para rever sua amada e acaba preso por culpa dela
Foi amor à primeira vista. O turco Ramazan Culum se apaixonou pela garçonete inglesa Courtney Murray assim que a viu, em 2005, num restaurante em Chipre. Depois, perdeu contato. Sete anos se passaram, até que o turco a encontrou no Facebook e decidiu seguir no seu encalço, com o seu barco: um mísero veleirinho de 16 pés, com o qual partiu do porto de Bodrum, na Turquia, rumo a Inglaterra. Desde então, o navegador apaixonado perdeu o emprego, “foi expulso de mais países do que Osama Bin Laden” – como ele mesmo escreveu -, fez greve de fome ao ser preso na Itália e na Espanha, sofreu hipotermia nas tempestades no Adriático, deu a volta por meia Europa e, por fim, depois de navegar 2500 milhas em oito meses, foi pego perto de Plymouth e extraditado da Inglaterra, porque não tinha visto de permanência no país.

E mais: para piorar, sua amada que não o esquecera, mas por outras razões, havia se casado e foi quem o dedurou a policia, assustada com a obsessão do turco em encontrá-la a qualquer preço.
A viagem épica, tintim por tintim, está no blog do pobre Culum, não à toa intitulado “Greve de fome por Courtney Murray: o mundo não é bonito sem você”. Nem Romeu sofreu tanto por Julieta.
XX Natal dos Velejadores
O casal Renato Botelho e Susy Collingwood mora a bordo há mais de 30 anos. Em meados da década de 1970 partiram para dar uma volta ao mundo e não desembarcaram mais do veleiro Samba. (aqui merece um longo parêntese: estou pensando em organizar o encontro nacional dos donos de barco com nomes de ritmo musical. Além dos nossos, já tem Bolero, Frevo, Jazz, Forró, Rock n´Roll, Blues, Maculelê e até Serenata. Fecha parêntese).

No dia 8 de dezembro, um sábado, Suzy vai organizar mais uma vez o clássico, o imperdível, o esperado Natal dos Velejadores de Angra. Pelas contas dela será o vigésimo! Este ano será novamente no Bar do Lelé e da Cleuzinha, na praia de Ubatubinha, na ilha Grande (na foto acima, dá pra notar como foi animado).

Para participar é muito simples: é só ratear o uso do espaço, cada família leva um prato natalino e depois da ceia está garantida a presença da Mamãe Noel, que sempre comparece de bote, pra o ser a mestre de cerimônias do amigo oculto, que é uma farra: o sorteado, depois de abrir o pacote escolhido, pode trocar o presente com os outros participantes que já foram sorteados (vou torcer pra ser o primeiro, assim vejo todos os presentes e escolho o melhor).

Ênio e Celso, sob a supervisão de Dani, minha quase conterrânea, se divertem trocando os presentes.

A anfitriã Suzy, antes de se travestir de Mamãe Noel, faz uma boquinha com Tereza.
Clica aí para mais fotos e aqui tem os relatos dos outros Natais.




