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Livros

Polinésio – o sonho, a construção e a viagem do meu primeiro barco

Capa do livro Polinésio...Já faz tempo que Tarcísio e Dandô, mais o filho Pedro, se mudaram para o Polinésio, um catamarã Tiki 21’ projetado por James Wharram e construído no quintal de sua casa em Recife. Como caramujos, com a casa de meros 6,60m nas costas, eles navegaram mais de 2000 milhas, fizeram mais de 50 escalas pelo caminho e foram dar com os costados nas praias da Baía de Paraty.

Mas a história começou mesmo 16 anos atrás, com a leitura do 1º livro de Aleixo Belov, que deu o comichão inicial, a vontade de ter seu próprio veleiro, e com a ajuda do amigo Godoy, que lhe passou as bases da marinharia e os planos do Hinemoa 23’, também de Wharram, depois trocado pelo projeto do Tiki. Dois anos de construção depois, em 2000, veio a mudança para bordo, já no primeiro dia que a “nova casa” foi para a água na tranquila praia de Barra de Jangadas, ali pertinho de Candeias e Piedade, no litoral sul de Recife.

Hélio, Mara, Tarcísio, Dando e Pedro

Durante a viagem Tarcísio escreveu um meticuloso diário de bordo agora transformado no livro Polinésio – o sonho a construção e a viagem do meu primeiro veleiro. Num relato despretensioso o autor compartilha com o leitor, de forma quase pessoal, o desenrolar do projeto, a construção do barco, a viagem e a nova vida que sonhou para a família.

Em 2009 a família Silva montou um estaleiro na Marina da Praia Grande, em Paraty, e está começando um novo projeto: a construção de uma nova casa-barco, agora um Vahine 34’ (10,60 m), projeto de Tarcísio seguindo a filosofia dos catamarãs de Wharram.


O Brasil Visto do Mar Sem Fim

Capas dos livros O Brasil Visto do Mar Sem Fim

Durante uma expedição a bordo de seu veleiro, o Mar Sem Fim, quando percorreu toda a costa litorânea brasileira, do Rio Oiapoque (na Região Norte) ao Chuí (Região Sul), João Lara Mesquita produziu 90 documentários de 30 minutos cada um para a TV Cultura. Material suficiente para João lançar, em dois volumes, o livro O Brasil Visto do Mar Sem Fim, projeto que foi indicado ao Prêmio Jabuti na categoria reportagem.

A série de documentários também foi lançada em uma caixa com quatro DVDs, com cerca de sete horas de filmagens. Não vi os DVDs nem tampouco li os livros, mas pelo que vi e ouvi em sua palestra no V Encontro da ABVC, na Marina Bracuhy, é material de primeira.

Aqui tem mais detalhes (links, onde comprar, etc.) e um rápido perfil de João.


O primeiro a gente nunca esquece

Capa do livro O Primeiro a Gente Nunca EsqueceO bordão O primeiro Valisère a gente nunca esquece, criado por Washington Olivetto em 1987, dizem os entendidos, é a mais conhecida frase da história da propaganda no Brasil. A peça (de propaganda, não de roupa intima) revolucionou a propaganda brasileira: levou sutiã para a telinha, tinha mais de um minuto e meio – algo diferente para a época -, foi um dos dois filmes brasileiro listados entre os 100 melhores de todos os tempos e entre os prêmios está o tão cobiçado Leão de Ouro de Cannes. E eu que não sabia que um sutiã de nylon é tão confortável quanto um de algodão!

A fama do reclame foi tanta que em 2008 o criador Olivetto lançou o livro O Primeiro a Gente Nunca Esquece, com a linda capa da atriz Patrícia Luchesi, a mesma que, com seus peitinhos de 11 aninhos, encheu um sutiã pela primeira fez.

Hoje os tempos (ou peitos?) são outros: a top model Gisele Bündchen é a mais nova garota-propaganda da Valisère, Jorge Ben Jor fez ode à W/Brasil, mas quem não lembra do primeiro beijo, a primeira transa, a primeira velejada, o primeiro barco, o primeiro vendaval? Tanto que me inspirou a criar o agregador de assuntos do MaraCatu Weblog: O primeiro não se Esquece.

Quer saber mais? Leia Na Toca dos Leões – A história da W/Brasil, uma das agências de propaganda mais premiadas do mundo, de Fernando Morais.

Não estava no Brasil da década de 80? Então assista o reclame da Valisère clicando aqui.


A Carta Esférica

Capa do livro A Carta Esférica

O comandante Walter me emprestou o livro no meio do Atlântico Norte, quando fazíamos o delivery do seu catamarã Galileo, de Miami a Maceió. Li devagarzinho, sozinho nos turnos noturnos, tentando fazer o livro durar o resto da viagem de 39 dias .

Em A Carta Esférica (Companhia das Letras), do premiado autor espanhol Arturo Pérez-Reverte, a solidão de Manuel Coy, o rude marinheiro desterrado do mar, e da historiadora Tánger Soto, logo se revela quando partem à procura do Dei Gloria, um barco dos jesuítas que naufragou com um tesouro “para comprar a igreja”. Como em Homero, Melville e Joseph Conrad, autores venerados pelo marinheiro Coy, Pérez-Reverte consegue transmitir o que o mar significa para um marinheiro. Dei boas risadas com as “leis” inventadas pelo protagonista, como a LLMPD (Lei do Leva Muito e Pouco Dá) e LDMF (Lei de Dançar com a Mais Feia). Porém, e sempre tem um porém, na minha humilde opinião o desfecho final deixa a desejar. É um livro para ser lido com calma, nos turnos noturnos, sentindo o vento no rosto.

Aqui tem mais informações e o trailer do filme homônimo do cineasta Imanol Uribe.


Velejando com Deus

Capa do livro Velejando com DeusMarcio e Dani gostaram tanto da experiência de participar do Cruzeiro Costa Leste de 2008 que na volta mudaram de vida: encomendaram um filho, venderam a casa, compraram um catamarã para viver de charter e escreveram um livro.

No livro Velejando com Deus o jovem casal relata que, “com uma grande decisão, mudou o rumo de sua vida. Foi dentro de um veleiro, viajando Dani e Marcio em Santo André durante o Costa Leste pela costa brasileira, que eles viram suas vidas serem transformadas e passaram a vivenciar e desfrutar desse algo maravilhoso, que, de tão bom, é quase indescritível”.

Este humilde escrevinhador e fotógrafo cedeu algumas fotos para ilustrar a obra. O dinheiro arrecadado com a venda do livro será doado para comunidades carentes, através de ações sociais e cestas básicas.

Aqui tem outros posts sobre o projeto. Entre em contato com o casal clicando aqui.


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3 Comentários leave one →
  1. Simonne permalink
    quinta-feira, 20 janeiro, 2011 @ 4:17 pm 4:17 pm

    Adorei Helinho!!! Muito boa sua Estante…
    bjs

    Curtir

    • quinta-feira, 10 março, 2011 @ 9:04 am 9:04 am

      Si,

      Gracias querida, apareça sempre que vira e mexe trem coisa nova.
      Besos,

      Curtir

  2. Luiz Edmundo S. Oliveira permalink
    quarta-feira, 18 abril, 2012 @ 9:16 am 9:16 am

    Caros amigos Hélio e Mara,
    Escrevo mais para matar saudades de vocês. Caso não se lembrem, sou aquele navegador de 1ª viagem, cabelos brancos cortados a máquina 1, que o Hélio gostava de esfregar sempre que nos encontrávamos em Noronha e João Pessoa, na Refeno de 2005, quando fui marinheiro do Marcos no Jamanxim.

    Para completar sua estante, sugiro incluir os seguintes livros, que tenho na minha:
    Passageiros do Vento, de Edson de Deus; Como Viver a Bordo, de Vera e Yuri Sanada; Do Rio à Plinésia, do Cabinho, Cem Dias Entre Céu e Mar, do Amyr King (e seus outros livros); Dez Anos no Mar, da família Schurmann.

    Se triverem paciência, aguardem a publicação do meu segundo livro, chamado Histórias de Pescador. (que já está pronto, aguardando apenas quem queira publucar) Nele incluo um capítulo, retratando as regatas que participamos em 2005, onde dedico vários parágrafos ao simpatissíssimo casal.

    Recebem o meu cordial e saudoso abraço,

    Luiz Edmundo
    Salvador – B a.

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