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Estão atirando cada vez mais perto

quinta-feira, 9 agosto, 2012 @ 12:13 pm

Bracuhy

Andei sumido. Nesse tempo todo rolou muita coisa. Só pra citar algumas: fizemos uma reforma radical no Bruguelo, nosso valente bugue; na musica, foram-se o Roberto Blues Boy e Magro do MPB 4; em Londres, a medalha na classe Star fez Robert Scheidt igualar o recorde de Torben Grael como o maior medalhista olímpico do Brasil; e no mundo, a NASA mandou a sonda Curiosity xeretar o espaço sideral. A ironia é que o primeiro disco voador de verdade é da Terra… e pousou em Marte! A piada infame que rolou na net é que em retribuição Marte enviou a Perplexity para a Terra, pra tentar entender o que anda acontecendo por aqui.

HomenagemZe

A gente toma tenência que está envelhecendo quando começa a sobreviver aos entes queridos. Numa tarde chuvosa do mês passado joguei no mar de Angra um punhado das cinzas de José Feliciano, figuraça que construiu seu barco junto comigo, no grupo que ficou conhecido como Sindicato Ajuricaba. Depois da cerimônia – que foi simples, mas intensa -, fomos almoçar no BowTeco e relembrar os causos do Zé (alguém comentou que aquela nuvenzinha em nossas cabeças não era à toa).

ByeByeZeAinda lembro quando navegávamos em flotilha para São Francisco do Sul, sofrendo no mar força 7 do primeiro vendaval, e a voz do Zé (ou foi do João?) pipocou no rádio do MaraCatu nos orientando a entrar pelo início do canal de navios, que evitássemos cortar caminho ao Norte do banco João Dias que, apesar de fundo, estava com ondas quebrando. O Zé me contou que quando a primeira onda espumante se formou na popa do Yahgan, um Cabo Horn 35, o comandante João Carlos entrou na cabine, desligou o piloto automático e guinou para bombordo. O Zé no cockpit, na tentativa de manter o barco no rumo, forçou o leme para boreste, que não se mexeu. Pense num susto: o leme havia travado! Mas que nada, o Yahgan tem comando duplo e apesar do cansaço não pude deixar de rir imaginando a luta dos dois, cada um agarrado com uma roda de leme, tentando virar o barco para lados opostos.

ZeFeliciano

Como dizia o poeta, duas vezes se morre: primeiro na carne, depois no nome. Descanse em paz Zé, você nunca será esquecido.

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