O segredo do abismo

Ontem, cem anos atrás, o HMS Titanic deixou o porto de Southampton, na Inglaterra, com o rumo de Nova York, do outro lado do Atlântico. Como todo mundo sabe, foi sua primeira e ultima viagem.
Depois de filmar e enriquecer com Titanic, o cineasta James Cameron disse, entre risos, numa entrevista à Rolling Stone Brasil, que “nunca mais precisaria trabalhar se não quisesse e poderia simplesmente comprar um iate e ficar viajando pelo mundo”. Mas ele não quis. Em vez disso, voltou para o mar, para outro feito épico: foi o primeiro a descer, com um submergível especial desenhado e construído por ele, e trazer imagens 3D do fundo da chamada Fossa das Marianas, no Pacífico, ponto mais profundo de todos os oceanos, a quase 11 mil metros da superfície – e onde a pressão é 1100 vezes maior do que onde você está agora (supondo que não estejas no topo do Evereste)!
James Cameron, que entrou para a história da sétima arte ao realizar obras “náuticas” como Titanic e O Segredo do Abismo, agora faz parte da história das expedições científicas. E o cara não é novato em fossas abissais, foram mais de 70 mergulhos profundos, 12 deles para filmar Titanic. Não sei por que cargas d´água a grande mídia não fez uma cobertura à altura da DeepSea Challenge, mas deu para acompanhar a façanha na blogosfera e em tempo real pelo Twitter.
De lá do fundo, o cineasta até tuitou para a galera, graças a ajuda de outro nome de peso: Paul Allen, co-fundador da Microsoft, que estava na região com seu iate Octopus devidamente geoestacionado, já que usa satélites em vez de âncoras para se manter parado na água (também, seria impossível jogar o ferro naquela profundidade abissal).
@JimCameron, que “só tuita quanto tem algo a dizer”, avisou no microblog: “Acabo de chegar ao pt. mais profundo dos oceanos. Tocar o fundo nunca foi tão bom. Não vejo a hora de compartilhar o que estou vendo c/ vocês @DeepChallenge”, que em inglês dão exatos 132 caracteres.
I only tweet when I have something worth saying. Today is the culmination of a 7 yr project. It's finally dive day. Follow us @DeepChallenge—
James Cameron (@JimCameron) March 24, 2012
Just arrived at the ocean's deepest pt. Hitting bottom never felt so good. Can't wait to share what I'm seeing w/ you @DeepChallenge—
James Cameron (@JimCameron) March 25, 2012
Já @PaulGAllen postou fotos, contou que a velocidade do submarino caiu para 2.9 nós, teve tempo de vibrar com a vitória do seu time de hóquei, o Blazers, e para os curiosos tecnológicos, revelou que usou um sistema de comunicação subaquático UT2000/3000 na frequencia de 8 kHz para se comunicar com Cameron lá embaixo. E ponha “embaixo” nisso!
Jim describes the sub as "Kawasaki racing green" and a "cross between a hot rod and a torpedo, image from Octopus: http://t.co/a3QODNcV—
Paul Allen (@PaulGAllen) March 25, 2012
#deepseachallenge for the curious, using underwater audio coms UT2000/3000 at 8K freq to hear/talk to Jim five miles of water…30K ft now—
Paul Allen (@PaulGAllen) March 25, 2012
Clique aí para mais informações e tuitadas no calor da hora.

"This is a vast frontier that's going to take us awhile to understand. It was very lunar, desolated, isolated" @JimCameron #deepseachallenge—
DeepSea Challenge (@DeepChallenge) March 26, 2012
Saw James Cameron Emerge from #Deepseachallenge sub and wave back at us as we flew over in the Octopus Helo…safe and sound!—
Paul Allen (@PaulGAllen) March 26, 2012
#Deepseachallenge sub coming up rapidly, Octopus helo orbiting above filming…supposedly shoots to surface like a breaching whale.—
Paul Allen (@PaulGAllen) March 26, 2012
#DeepseaChallenge Pressure at bottom is 16,285 Pounds per square inch at that depth. Design pressure was 16,500 …Yikes/Amazing!—
Paul Allen (@PaulGAllen) March 25, 2012
#deepseachallenge hit bottom at 0752 local time "All systems ok"—
Paul Allen (@PaulGAllen) March 25, 2012
And #PDXBlazers win! Blazers WIn! What a day!—
Paul Allen (@PaulGAllen) March 26, 2012
Algumas curiosidades: anteriormente, esse que é conhecido como o ponto mais baixo da Fossa das Marianas, foi atingido somente uma vez, em 1960, pelo tenente da Marinha norte-americana Don Walsh, que estava ao lado do oceanógrafo suíço Jacques Piccard, mas não trouxeram imagens. O cineasta Cameron se preparou para a missão fazendo jogging e praticando muita ioga para aumentar a flexibilidade e suportar o aperto no Deepsea Challenger, de 8 m de comprimento, uma espécie de “torpedo vertical”. Foram duas horas e 36 minutos para chegar à Depressão Challenger e Cameron permaneceu no breu profundo durante 70 minutos. Segundo a National Geographic Society, que supervisionou a expedição, o mergulho, previsto para durar seis horas, precisou ser encurtado devido a problemas no sistema hidráulico do submergível.
Agora é esperar pra ver. As imagens registradas servirão para um documentário em 3D, que será exibido em um cinema perto de você e na emissora de TV da National Geographic.





C-A-R-A-C-A!!!
helinho, já decorei tudinho, vc poderia, por favor, escrever mais. Vamos homem, deixe de preguiça sô! Fala séro! bjs miroca
Ô cumpadre, vamo trabalha nesse blog?? To com saudades !!!
Juca,
Q-U-E L-E-G-A-L Q-U-E G-O-S-T-O-U.
Agora vamos esperar pelo filme em 3D.
Miriam e Manu,
OK, vocês venceram. Mas curti muito meu momento Macunaima: uma prequiça danada!
Voltei……. aqui é o meu lugar!
Bons ventos sempre, pros três