Ilha da Trindade cada vez mais inacessível

A Eldorado Brasilis Vitória–Trindade–Vitória é mais um desafio do que propriamente uma regata. A novidade da última edição, que aconteceu já lá se vão dois anos, foi a classe Expedition, que foi como um cruzeirão a vela, onde inclusive valia ligar o motor quando o vento não dava as caras. E foi exatamente o que aconteceu na ocasião: ventou tudo logo no primeiro dia e depois foi uma calmaria danada, que fez com que só dois dos cinco barcos inscritos completassem o percurso: o Horizonte do comandante Antônio Carlos, onde estávamos como tripulantes, e Enrique e família no Namastê.
A Ilha da Trindade, a 630 milhas ou 1 166 Km, no través de Vitória – ou um terço do caminho em linha reta para a África -, com suas paisagens de filmes de ficção científica e “ondas camelos” que engolem pescadores desavisados, suas tartarugas verdes e os peixes Pufa (por favor, me pesque), a “Praça do Banzo”, os supostos discos voadores e picos que nascem a mais de cinco mil metros no fundo do mar, é um lugar para não se esquecer. E como todo mundo sabe, a primeira vez a gente nunca esquece.
No mundo atual, tão encolhido pelos modernos meios de transporte, é emocionante chegar a um lugar inacessível por terra ou pelo ar – lá, só chega mesmo pelo mar! Quer conhecer? Então, sente e espere, porque a próxima Eldorado Brasilis para Trindade (que é um ótimo pretexto para ir até lá com segurança e tranqüilidade), infelizmente não tem, ainda, data para acontecer. Aí eu pergunto: Plínio Romeiro, cadê você?
Para saber mais, aqui tem um álbum de fotos e acolá o que já publiquei sobre a ilha.
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Raios, nem sabia que existia essa ilha. Se fica a um terço do rumo para Àfrica (qual zona de Àfrica?) significa que deveria ser mais conhecida, ou estou errado por alguma razão?.
hélio,
para a próxima viagem não se esqueça de mim. há muito quero conhecer esse lugar; tanto pela distância e inacessibilidade, como pelo desconhecimento geral das pessoas – mesmo sendo uma importante localização do nosso país. ABS
Hélio:
Não por trabalhar na Eldorado e nem querendo bancar o advogado do diabo, mesmo por que pelo menos desde 2002, quando entrei para o time, acompanho todas as coberturas – do estúdio no bairro do Limão, com o Ari Pereira Júnior, Fernando Solano e também o Flávio Peres – e quero muito poder velejar uma Brasilis. Mas se bem me lembro a organização desde 2008, também é dividida com a ABVC, certo? Então penso que falta empenho de muito mais gente. O que pensas?
Grande abraço, bons ventos,
Davi Duarte /)
Conde,
A Ilha da Trindade fica entre o lado Leste do Brasil e o Oeste da África, na altura da Namíbia.
Armando,
Fique ligado. Na próxima, se houver, divulgarei aqui no blog.
Davi,
Você tem razão, concordo contigo. Acredito que o evento não se firma enquanto estiver dependendo de verba da prefeitura. No último, a ajuda de custo para os barcos só saiu na véspera. Tem que partir para patrocinadores privados.
Bons ventos pros três, sempre.