Aço inox e a corrosão galvânica
Quem nunca sofreu para tirar um parafuso inox de uma peça de alumínio, após alguns anos no mar, que atire a primeira porca. O maldito parafuso não nasceu ali, você sabe, mas só vai sair serrado, isto quando é possível serrar. Por que isto acontece?
Os metais de maneira geral, com exceção de alguns poucos considerados nobres, são encontrados na natureza em forma de óxidos, sulfetos, etc., que é a forma mais estável destes metais. Após ser transformado em aço ou alumínio, este metal estará em uma forma menos estável e terá a tendência a voltar a sua forma mais estável que é o óxido.
A união de metais diferentes, no caso específico do inox e alumínio, com a presença de água salgada (eletrólito) gera o que chamamos de corrosão galvânica, ou eletrólise, como o pessoal da marina costuma chamar, que é a composição das palavras eletro (eletricidade) + lisis
(decomposição).
A corrosão galvânica acontece devido à diferença de potencial entre os metais e o sal é o acelerador do processo.
Um exemplo de corrosão galvânica: a bucha em alumínio trabalhando com eixo inox. Após 18 anos de rala e rola o eixo do leme ficou fininho como pode ser visto na foto ao lado.
Se para existir a corrosão galvânica precisamos ter diferença de potencial (migração de corrente), logo, um bom antídoto é o isolamento das peças. Mas isto é assunto para outro post.





A corrosão galvanica é um quebra -cabeças para muito boa gente (incluindo eu mesmo). Mas existem algumas regras que eu sei que se devem evitar, por exemplo rebites de inox no mastro em aluminio, ligação á corrente da marina sistemática e compulsiva ( ou seja…sempre), ligações á “terra” deficientes e os cabos electricos devem ter certificação para meio maritimo (revestimento em silicone)(sim…como a Regininha!)para evitar correntes parasitas. Depois existem os mitos que eu não sei se são reais ou não, como: esquecer uma moeda em contacto com um casco em Aluminio dá rapidamente furo garantido; aproveitar o diferencial de corrente para ligar uma lâmpada que ficará acesa eternamente é apontado como boa opção e que qualquer barco a navegar não sofre dos problemas de corroção galvanica.
Conde,
O mastro em alumínio receber o rebite em inox não é tão problemático quanto uma peça em inox (ferragem) receber um rebite em alumínio, isto devido as àreas envolvidas.
Um rebide de alumínio em uma grande área de inox funcionára como o anodo de zinco em um casco de aço carbono.
Desmontei o mastro do meu barco recentemente, nem remontei ainda, o mastro em alumínio têm 20 anos, vários rebites em inox, e após a inspeção que fiz não encontrei maiores problemas, cabe registrar que a anodização do mastro foi muito bem feita.
No caso do aterramento dos equipamentos (motor, entrada CA, etc) todo cuidado é pouco.
Abs,
Reinaldo
Já fiquei sem retranca, no meu barco, o mastro é em alumínio, mas osuporte é em inox e como consequência os rebites corroeram, o par galvanico fez seu estrago..
Alex
Alexandre, os rebites eram de alumínio?
Abs,
Reinaldo
Alex,
A saida é colocar rebites de inox (Reinaldo, meu especialista, me corriga se estou enganado).
BVS
Perfeito grande Guru!
Abs
Reinaldo