Escala de Viagem – Itaparica

A Marina de Itaparica é uma das mais charmosas das que já ficamos. Além de ficar numa pacata cidadezinha voltada para o poente, tem um “clima” agradável e até água mineral no píer. É uma escala obrigatória para rever os vários amigos velejadores baianos. Em nossas andanças pela Bahia, se juntar as várias vezes que ficamos nessa ilha, soma quase um ano. E desta vez não poderia ser diferente. Foi tanta atividade social que não sobrou tempo para blogar.
Lembro da primeira vez que ancoramos em frente à Fonte da Bica (a tal que fornece água mineral para o píer). Ancorado ao lado estava o Aleluia, um Alpha 32’, que fez o chamado Círculo do Atlântico levando Edson de Deus, a esposa Geu e as filhas. Botamos o livro “Passageiros do Vento” embaixo do braço e remamos até o Aleluia para pedir um autógrafo ao autor. Papo vai, papo vem, e o Edson nos diz sério para termos cuidado com Itaparica, que era muito perigoso. Como assim? Uma ancoragem tão tranqüila? “Periga vocês não saírem mais daqui. A Bahia tem um visgo que prende os velejadores. Já vi muita gente chegar aqui e não sair mais”. Palavras proféticas.
Outra tripulação que foi fisgada foi a do Leoa Louca, um Velamar 45’, que aportou por aqui com o Costa Leste de 2006. Bernadete, uma cantora lírica lá de Paraty, formou uma dupla com Reinaldo, que toca teclado, e fazem shows num dos restaurantes da marina. Depois ainda fomos ao Saveiro, um restaurante novo onde era a sorveteria do Gregório (que infelizmente não encontrei) e fechamos a noite na seresta da praça do mercado.
Não lembrava como era ficar o dia inteiro numa praia. Depois de fazer um exame clínico com Dr. Cláudio do Ani (vou sobreviver a uma leve falta de ar), este foi o programa de sábado com David e Vera do Guma e com Tudi do Bahia Cat. Dona Lorena, a mãe do comandante, se esbaldou e experimentou siri bóia, siri mole à milanesa e dúzias de lambretas. Nós só paramos quando enchemos um engradado com garrafas de cervejas vazias. Só não deu para ir à festa de entrega dos troféus da Regata Aratu – Maragogipe. Também, nem sempre se consegue tudo o que se quer.





Oi gente, tô curtindo muito seu blog e sua viagem.
Vi vcs um dia antes da partida no pier do iate clube ilhabela.
Estava com o Toninho e fomos visitar o Horizonte.
NO próximo ano vou fazer essa viagem e está sendo ótimo ler suas experiências.
Abç, Paulno do Luna Rossa.
Paulino,
Bem-vindo a bordo. No próximo ano não deixe de parar em Itaparica, que é sempre uma boa escala.
A garrafa de cachaça que o Toninho nos deu antes da partida foi devidamente degustada em Camamu (durou até Salvador).
Bons ventos sempre,